sobre a ACC
novos caminhos [desde 2005]
Um novo capítulo
para a Associação Cultural Caldeiras,
Em 2025, a Associação Cultural Casa das Caldeiras passa a se chamar Associação Cultural Caldeiras (ACC). Com a mudança do nome, encerramos o nosso ciclo de gestão de projetos de ocupação do imóvel conhecido como Casa das Caldeiras, oficialmente após 20 anos desde a fundação da Associação. Iniciamos um período de transição — um tempo de escuta, observação do percurso e reinvenção. Seguimos com o mesmo propósito: criar encontros que transformam. Estamos em busca de um novo espaço para seguir cultivando convivência, arte, afeto e aprendizados compartilhados. Acreditamos que memória é relação — aquilo que se guarda quando pessoas se encontram, trocam e experimentam vivenciar e criar cultura. Ao longo de nossa história, construímos redes, realizamos residências artísticas, projetos formativos e ações socioculturais que fortaleceram vínculos e ampliaram o acesso à cultura. Essa experiência segue viva em nós — e continua orientando nossos passos. Um de nossos pilares permanece ativo e segue se expandindo: o projeto Manual em Família, desenvolvendo ações junto as políticas da assistência social e mediação sociocultural, apoiando famílias, profissionais e redes de cuidado. Seguiremos honrando todo o legado construído, abrindo espaço para os encontros que ainda virão.
espaços de convivência, encontros e diálogo,
para atualizar os rituais e cultivar
oralidades.
Pierre Nora acredita que uma das questões significativas da cultura contemporânea situa-se no entrecruzamento
entre o respeito ao
passado – seja ele real ou imaginário – e o sentimento de pertencimento a um dado grupo; entre a consciência
coletiva e a preocupação com a individualidade; entre a memória e a identidade
A Associação Cultural Caldeiras teve sua origem num monumento rico de significados, de grande
importância
histórica e presença física, que exercitou diariamente valores importantes para seguir contribuindo
positivamente para uma sociedade mais afetiva e justa. O seu espaço generosamente, aldeou diferentes
expressões
culturais, celebrando a diversidade e a convivência.
Uma viagem pela história
industrial da cidade de São Paulo.
Edifício fabril da década de 1920, construído para abrigar caldeiras vindas da Europa que produziriam energia para todo o parque industrial que se erguia pelas mãos do Conde Francesco Matarazzo, numa área de aproximadamente 100.000 m2, onde a proximidade das linhas de trem privilegiava o recebimento de matéria-prima e o escoamento da produção. Foi tombado em 1986, pelo CONDEPHAAT e IPHAN, como edificação remanescente das IRFM – Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.
Foi no Bairro da Água Branca, que as IRFM instalaram-se no início da década de 1920, como o primeiro
Parque Industrial com noção de verticalização da produção. O ramal ferroviário interligado a
área de produção constituiu um dos determinantes para a sua localização.
Os edifícios, que posteriormente receberam o nome de Associação Caldeiras e Casa do
Eletricista,
faziam parte deste parque e são as únicas construções que remanesceram do complexo industrial das
antigas IRFM, que produziu na época sabonetes, álcool, óleo vegetal, vela, possuía mecânica e
fundição, sacarias, etc.
“O complexo industrial da Água Branca marca a expansão espacial das Indústrias Reunidas
Francisco Matarazzo
(IRFM) na cidade de São Paulo e sua implantação se insere em um contexto de diversificação das
atividades
industriais do grupo. Até então, as IRFM concentravam- se na zona leste da cidade de São Paulo e
restringiam-se
à produção de farinha e tecidos. As indústrias da Água Branca ocupavam um vasto terreno de
113.721,00 m2,
onde a área construída ultrapassava 96.000,00 m2. Os diversos setores do complexo industrial
eram interligados por passarelas internas e escoavam sua produção por uma linha de trem própria,
ligada à Estrada de Ferro Sorocabana.”
Através da criação da Associação Cultural Caldeiras [ACC], uma organização da sociedade civil de
interesse público e sem fins lucrativos, a Associação Caldeiras desenvolve projetos de ocupação
artística
e cultural pautados no desenvolvimento humano, no exercício da cidadania e na valorização do patrimônio.
A Associação Cultural foi imaginada em 2002 (com o início da ocupação artística da Associação Caldeiras)
e constituída oficialmente em 2005, visando promover a defesa de bens e direitos sociais, coletivos
e difusos relativos ao patrimônio cultural; estimular as parcerias e os processos colaborativos e
sócio-criativos, o diálogo local e a solidariedade entre os diferentes segmentos sociais, participando
junto a outras entidades de atividades que visem interesses comuns; realizar eventos sócio-culturais das
mais diversas naturezas no espaço Associação Caldeiras, valorizando o patrimônio e a memória material e
imaterial, incentivando a produção e difusão das artes relacionadas com o desenvolvimento educacional e
cultural do povo brasileiro, em especial da população infanto-juvenil urbana. A Associação Cultural
Associação Caldeiras entende a arte como ferramenta indispensável para as transformações sociais e como
disparadora de reflexões profundas sobre a sociedade. Da mesma forma, entende a cultura como prática
que permeia todas as trocas sociais construindo no dia a dia a identidade e a auto-estima do indivíduo.
Em continuidade ao impulso transformador que deu origem a construção da Associação Caldeiras,
a ACC gera outros tipos energia: a energia dos afetos e dos encontros, das experiências
transformadoras, energia para acolher expressões artísticas, promover cultural e
principalmente questionar as desigualdades sociais.
Para realizar a maioria de seus projetos a instituição escolhe trabalhar com projetos que
se conectam e se multiplicam, como uma plataforma, estabelecendo parcerias e cooperações com
organizações públicas e privadas das mais diversas estruturas para o desenvolvimento de
suas ações com relevância e com potencial de multiplicação.
A Associação Caldeiras está conectada à cidade, ao desenvolvimento humano e ao exercício da cidadania. Trabalha com ética e transparência. Se preocupa com os impactos de toda natureza e desde 2008 trata todo seu esgoto e rega o jardim com água de reuso. Cria e inova, recicla materiais e transforma em cenografia. Possui uma linda rede de relacionamentos, desenvolvendo projetos com seus parceiros e exercitando o pensamento coletivo.
Em anos de operação, a Associação Caldeiras construiu relacionamentos sólidos e duradouros com instuições, empresas e parceiros que confiam, apoiam e colaboram com o nosso trabalho – Investindo nos nossos projetos e acreditndo na nossa missão.
2017/
2018
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO através do Edital CONDECA 2015 para ações com famílias em vulnerabilidade e profissionais que atendem famílias “MANUAL DA FAMÍLIA – A difícil arte de educar no século XXI”.
FUNDAÇÃO ITAÚ SOCIAL apoio para a revisão, concepção de novo capítulo para falar da Primeira Infância e publicação impressa do MANUAL EM FAMÍLIA – A arte de educar e aprender.
TODODOMINGO MUSICAL EM SP 2017-2018, através do PROAC, GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO e SECRETARIA ESTADUAL DA CULTURA com apoio cultural da TNT Energy Drink.
2015/
2016
FUNDAÇÃO ITAÚ SOCIAL apoio para o ebook MANUAL DA FAMÍLIA – A difícil arte de educar no século XXI.
PONTO DE CULTURA – parceria com a SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA e MINISTÉRIO DA CULTURA através do programa CULTURA VIVA.
BANCO BARCLAYS e ALD AUTOMOTIVE – apoio ao PLANO ANUAL 2016 Lei Rouanet.
GOVERNO DO ESTADO, SECRETARIA ESTADUAL DA CULTURA com patrocínio do GRUPO PETRÓPOLIS.
2014/
2015
TODODOMINGO MUSICAL EM SP
GOVERNO DO ESTADO, SECRETARIA ESTADUAL DA CULTURA com patrocínio do GRUPO PETRÓPOLIS
BANCO BARCLAYS – PLANO ANUAL 2014
2013/
2012
BANCO BARCLAYS – TODODOMINGO E RESIDÊNCIA ARTÍSTICA
FUNDAÇÃO ITAÚ SOCIAL – RESIDÊNCIA FORMATIVA com LABORATÓRIOS DE APRENDIZAGEM
Arte, território, patrimônio. E cada vez mais lugar de encontro e de trocas entre pessoas. O nosso blog é uma plataforma de acesso aos nossos conteúdos. Um espaço onde compartilhamos tudo o que acontece na e partir da Associação Caldeiras, além de contar a nossa história.
Projetos e suas particularidades, processos criativos, pesquisas, histórias, calendário dos eventos e principais acontecimentos. Arquitetura, artes, cidadania, cultura, espaço público, formação, memórias, ponto de cultura… Cidade Viva!